
Dr Rodrigo Bernardo
07/03/2017
Sílvia Sayuri Akagui Ramos
12/03/2017Erotildes Francelina do Nascimento
“Você acredita em milagres?
Eu vou contar minha história, e os três milagres da minha vida.
Meu nome é Erotildes Francelina do Nascimento.
Nasci em Salvador, Bahia. De origem pobre, meu pai faleceu quando eu contava ainda 6 anos de idade; minha mãe, sem condições de cuidar dos 8 filhos, nos distribuiu pelos orfanatos para sermos educados pela caridade das freiras dos conventos. Vivi durante 12 anos no Orfanato do Convento de N. Sra. Dos Humildes, em Santo Amaro da Purificação, de onde saí com 18 anos.
Aos 20 anos, no ano de 1952, vim para o Rio de Janeiro, onde vivo até hoje, morar com uma irmã mais velha, na esperança de encontrar um emprego com o qual pudesse sobreviver. Na época, eu tinha um sonho: ser enfermeira! Mas era um sonho distante, o curso era caro, eu mal tinha o que comer, vivia de favor na casa da irmã…
Um dia, li por acaso num jornal velho um anúncio que dizia assim: “Abertas as inscrições para formação em auxiliar de enfermagem no hospital da Marinha do Brasil.” Era a minha oportunidade de realizar meu sonho!
Apesar de já estar há dois anos no Rio de Janeiro, conhecia muito pouco a cidade Após indagar de minha irmã onde ficava o hospital, na Tijuca, lá fui fazer minha inscrição. O curso era de um ano e meio, a Marinha financiava todo material, uniforme, etc.
Ao terminar o curso, a Marinha me contratou como funcionária efetiva, e lá trabalhei até me aposentar, fazendo o que sempre quis fazer: cuidar das pessoas.
Este foi meu primeiro milagre! Quem iria imaginar que aquela moça pobre, sem dinheiro, sem teto, conseguiria cursar enfermagem e trabalhar !!!
Os anos se passaram. Em 1972, ao voltar de uma viagem a São Paulo, em visita a meu querido irmão, dormi ao volante do carro, que capotou, num terrível acidente do qual escapei com fratura no fêmur. Fiquei 15 dias num hospital em Lorena (SP), sofri uma cirurgia em que foi colocada platina no meu osso, e tive uma ótima recuperação. Seis meses depois do acidente, já estava trabalhando, feliz da vida. Este, o segundo milagre!
Algum tempo depois, comecei a sentir dores na perna. O médico retirou a haste de platina do fêmur. Durante vários anos, senti essas dores, continuava trabalhando, sempre alegre, otimista, nunca deixei que a dor tirasse minha alegria de viver. Tomava um comprimido aqui, uma fisioterapia ali, e ia levando. Com a idade, as coisas foram ficando piores.
Em 2000, as dores se intensificaram. Durante todo esse tempo, fui a vários médicos, sempre cuidei da minha saúde, da minha alimentação, Durante anos a fio, ouvi os médicos dizerem que era assim mesmo, meu problema não tinha remédio. Receitavam analgésicos, só paleativos, sugeriam fisioterapia. Eu sempre fazendo tudo que me mandavam.
E também rezava muito. Pedia sempre a Deus que me enviasse alguém que desse uma solução para o meu problema, que me curasse.
Em 2006, por sugestão de uma amiga, fiz uma ressonância magnética. Com o resultado desse exame, ia aos especialistas que diziam a mesma coisa: – Você tem que fazer exercícios. E assim, passei anos fazendo hidro, musculação, alongamento…
Em 2008, já não conseguia comandar as pernas. Sentia muita dor. Parei de passear, pois tinha de parar a todo instante quando caminhava. Não havia posição que me aliviasse, sentada, em pé, deitada. Fazia massagens, passava óleos, cremes, escalda-pés, e mais analgésicos. Era desanimador. O pior de tudo era o fato de que nenhum médico me dava a menor esperança de cura.
Vivia triste, sem ânimo para nada. Um dia, lendo a revista “Caras”, chamou-me a atenção um artigo que falava sobre o problema de hérnia de disco, que esse problema era curável por meio de uma cirurgia minimamente invasiva; e dava o nome do cirurgião, Dr. Rodrigo Junqueira Nicolau, que realizava as cirurgias em São Paulo, com resultados satisfatórios.
Acendeu-me uma esperança! Conversei com minha família, e decidi que iria a São Paulo me consultar com esse especialista. Bateu-me uma certeza de que ele iria me curar, ou pelo menos me indicar o caminho para a cura.
Dias depois estava diante do genial Dr. Rodrigo. Minha sobrinha havia marcado a consulta por telefone com sua secretária, Carolina, um doce de pessoa, e eu me larguei para São Paulo com todos os exames, receitas, laudos que colecionei durante todos esses anos. Quando o vi, disse: “o senhor é a minha luz”, expressei o que sentia naquele momento, tal a minha certeza de que ele era a pessoa enviada por Deus pra me ajudar.
O Dr. Rodrigo, sempre amável, olhou com atenção todos os exames que eu havia levado; inclusive naquele CD da ressonância magnética que nenhum médico sequer olhara, ele percebeu que, além de hérnia de disco, eu sofria também com uma vértebra descida, coisa de que eu jamais suspeitei. Explicou com minúcias como era o procedimento cirúrgico. Avisou-me que a cirurgia era muito difícil, pela minha idade – 79 anos – e também porque não era só o problema da hérnia, mas da vértebra. Eu apenas falei: “- Dr, pode operar sem susto. Vai dar tudo certo, porque eu sou uma pessoa saudável, não tenho doenças, sou forte e acredito em Deus; ele vai me ajudar!”
Ao final, o Dr. Rodrigo pediu-me mais alguns exames, e eu voltei pro Rio de Janeiro certa de que aquilo era a mão de Deus me apoiando.
Em 1 de dezembro de 2010 internei-me no hospital e, no dia seguinte, submeti-me à cirurgia. Tudo correu muito bem, a operação foi um sucesso! No dia seguinte, a enfermeira me levou ao banheiro e ali mesmo eu já agradecia a Deus por não estar sentindo mais aquelas dores que por tantos anos foram minhas companheiras. Sei que devo essa graça a Deus e àquele médico abençoado! Fiquei no hospital apenas dois dias, e voltei pra casa feliz, muito feliz!
Fiquei em São Paulo ainda 20 dias, hospedada em casa de minha cunhada que cuidou de mim com desvelo de mãe. Em 9 de dezembro de 2010 voltei ao hospital para retirar os pontos da cirurgia e uma consulta de avaliação. Estava tudo cicatrizado.
Este foi o meu terceiro milagre!
Voltei ao Rio de Janeiro somente em 28 de dezembro, após o Natal. Aos médicos, e toda a equipe de enfermagem, nutrição, limpeza, administração e toda gente generosa que me visitava, só tenho a agradecer; e peço a Deus que os ilumine, que lhes dê muita saúde e paz.
Já aqui no Rio, estou muito bem. Ainda me recupero da cirurgia, sigo religiosamente todas as recomendações do Dr. Rodrigo, Não sinto dor! Comecei este mês de março a fazer exercícios de fisioterapia.
Esta é a minha história e dos meus três milagres. Espero que com ela as pessoas acreditem que podem se entregar confiantes na mão de Deus. “


