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31/10/2024A hérnia de disco lombar é uma condição que afeta a parte inferior da coluna vertebral, onde os discos intervertebrais – que funcionam como amortecedores entre as vértebras – se desgastam ou sofrem lesões, permitindo que o núcleo interno se projete para fora. Essa protrusão pode comprimir nervos próximos, resultando em dor intensa, formigamento, fraqueza nas pernas e outros sintomas.
Saiba mais sobre a hérnia de disco lombar, principais causas, sintomas, classificação e maneiras de tratar, neste artigo. Confira!

Entenda a coluna vertebral
A coluna vertebral é formada pelas vértebras, entre as quais se encontram os discos intervertebrais, responsáveis por absorver os impactos e contribuir para a movimentação e estabilidade da coluna. Cada disco é composto por duas partes: o ânulo fibroso, que forma sua camada externa, e o núcleo pulposo, de consistência semelhante a um gel. Quando ocorre uma ruptura no ânulo fibroso, o material gelatinoso do interior do disco pode extravasar, comprimindo uma das raízes do nervo ciático.
Qual é a classificação das hérnias de disco?
- Abaulamento Discal: O disco se projeta levemente além dos seus limites, sem romper o anel fibroso.
- Protrusão Discal: O anel fibroso sofre uma ruptura parcial, mas o ligamento externo permanece intacto.
- Extrusão Discal: O anel fibroso rompe completamente, e um fragmento do disco é expulso para fora.
- Sequestro: Um fragmento do disco rompido migra para o canal vertebral, podendo causar compressão severa dos nervos.

Principais causas desta condição
As principais causas podem incluir:
Fatores genéticos: A genética desempenha um papel significativo no desenvolvimento da hérnia de disco. Diversos estudos indicam que certos genes podem influenciar a estrutura e resistência dos discos intervertebrais. Algumas pessoas podem nascer com uma predisposição genética para ter discos mais frágeis, menos resistentes ao desgaste natural da coluna.
Fatores relacionados ao estilo de vida: Fatores relacionados ao nosso estilo de vida que são eles: obesidade, cigarro, atividades repetitivas intensas, trauma, sedentarismo, manter uma posição de trabalho por longos períodos por vários anos.
Os sintomas da hérnia de disco lombar
Os sintomas da hérnia de disco lombar podem variar de acordo com a gravidade e com o nervo afetado, mas os mais comuns incluem:
- Dor nas costas: Geralmente localizada na região lombar, podendo irradiar para outras áreas, como nádegas e pernas.
- Ciática: A dor irradiada ao longo do nervo ciático é um sintoma clássico. Ela pode se manifestar como formigamento, dormência ou dor na perna, desde o quadril até o pé.
- Fraqueza muscular: Em alguns casos, a compressão do nervo pode reduzir a força nas pernas, dificultando atividades como caminhar ou subir escadas.
- Alterações na sensibilidade: A pessoa pode sentir perda de sensibilidade ou sensação de queimação nas áreas afetadas.
Quais os exames necessários para um diagnóstico assertivo?
– Radiografia
A radiografia é geralmente o primeiro exame utilizado na investigação de patologias da coluna lombar. Ela oferece uma boa visão da anatomia óssea, permitindo a detecção de alterações degenerativas, como o desgaste das facetas articulares e deformidades, como escolioses ou lordoses acentuadas.
Além disso, podem ser realizadas radiografias dinâmicas (com o paciente em diferentes posições) para avaliar a estabilidade dos segmentos vertebrais, o que é fundamental para identificar problemas de movimentação anormal entre as vértebras.
– Ressonância magnética
A ressonância magnética (RM) é o exame de escolha para avaliar detalhadamente os discos intervertebrais e as estruturas nervosas. Ela permite uma visualização clara de hérnias de disco e da compressão dos nervos, sendo ideal para detectar até mesmo as fases iniciais da degeneração discal, como abaulamentos e protusões discais. A RM é fundamental para entender o impacto dessas alterações nas estruturas adjacentes, sendo o exame mais completo para diagnósticos precisos de hérnia de disco.
– Tomografia computadorizada
A tomografia computadorizada (TC) da coluna lombar atualmente é utilizada com menor frequência, sendo indicada quando a ressonância magnética não está disponível ou em casos em que o paciente apresenta contraindicações para a RM, como marca-passos ou implantes metálicos.
Embora menos precise que a RM para visualização dos tecidos moles, a TC ainda é útil para avaliar fraturas, deformidades ósseas e algumas alterações nos discos intervertebrais.

Como tratar a hérnia de disco lombar?
O tratamento da hérnia de disco pode variar dependendo da gravidade do caso. Em muitas situações, o problema pode ser resolvido sem a necessidade de cirurgia.
Tratamentos conservadores:
- Fisioterapia: Um dos principais tratamentos não cirúrgicos, a fisioterapia fortalece os músculos ao redor da coluna, alivia a dor e melhora a mobilidade. Exercícios específicos ajudam a reduzir a pressão sobre o disco afetado.
- Medicamentos: Analgésicos e anti-inflamatórios são frequentemente prescritos para controlar a dor e a inflamação associadas à hérnia.
- Repouso relativo: Embora o repouso absoluto não seja recomendado, evitar atividades que pioram os sintomas pode ajudar no processo de recuperação.
- Infiltrações: Em casos mais severos, pode-se recomendar injeções de corticoide para aliviar a inflamação e reduzir a dor.
Tratamentos cirúrgicos:
Quando os tratamentos conservadores não trazem alívio, ou se houver perda significativa de função, a cirurgia pode ser necessária. As principais opções cirúrgicas incluem:
- Microdiscectomia: A microdiscectomia é a técnica cirúrgica mais comum para tratar hérnia de disco lombar. Este procedimento é considerado minimamente invasivo e envolve a remoção da parte do disco que está pressionando o nervo.
- Endoscópia de coluna: A endoscópia de coluna é um procedimento minimamente invasivo realizado com o auxílio de uma câmera de vídeo, similar à utilizada em artroscopias.
Durante a cirurgia, são feitas pequenas incisões de 1 a 2 cm, permitindo a inserção dos instrumentos necessários para tratar a área afetada. Esse método oferece uma visualização precisa das estruturas da coluna, permitindo a remoção de hérnias ou outros problemas com mínima agressão aos tecidos.
O que esperar do pós-operatório?
Após a cirurgia, o paciente será monitorado de perto para garantir que a dor e os sintomas diminuam. Embora a maioria das cirurgias de hérnia de disco seja bem-sucedida, o sucesso depende de vários fatores, como a gravidade da hérnia, a técnica utilizada e o cuidado no pós-operatório.
- Reabilitação: Após a cirurgia, o fisioterapeuta cria um plano de reabilitação para ajudar o paciente a recuperar a mobilidade e fortalecer os músculos das costas e do abdômen. Isso é importante para prevenir novas lesões e manter a saúde da coluna.
- Cuidados com a cicatriz: É importante seguir as orientações médicas para evitar infecções no local da incisão. A maioria das cicatrizes é pequena, especialmente em cirurgias minimamente invasivas.
- Atividade física: O retorno às atividades normais deve ser gradual. Evitar carregar peso, fazer movimentos bruscos e sentar-se por longos períodos é essencial nas primeiras semanas.
O que eu devo fazer para evitar a hérnia de disco?
As principais medidas para auxiliar na prevenção de hérnia de disco incluem:
Controlar o peso;
Fazer exercícios físicos regularmente, principalmente fortalecer a musculatura do core abdominal;
Evitar fumar:
Melhorar a ergonomia no trabalho e em casa;
Manter uma alimentação saudável.
. . .
A hérnia de disco lombar pode ser bastante debilitante, mas há várias opções de tratamento eficazes, tanto conservadoras quanto cirúrgicas. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações e garantir uma melhor recuperação. Se você sente dores na região lombar, especialmente se elas se espalham para as pernas, é importante procurar um especialista o quanto antes.
A Clínica Colunar é especialista em doenças que afetam a coluna vertebral, atuando desde a prevenção até procedimentos cirúrgicos. A Clínica tem uma equipe focada em tratamentos científicos, buscando o que há de mais avançados para auxiliar seus pacientes.


