
Relato do paciente Reginaldo Pereira
22/07/2024
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31/10/2024A escoliose é uma condição que afeta a coluna vertebral, caracterizada por uma curvatura lateral anormal. Em uma coluna saudável, as vértebras formam uma linha reta ao longo das costas, mas em quem tem escoliose, essa linha pode se curvar em forma de “C” ou “S”. Dependendo da gravidade da curva, isso pode causar desconforto, dor e, em casos mais graves, afetar a função respiratória e cardiovascular.
Este artigo explicará tudo o que você precisa saber sobre a escoliose, tipos, sintomas, diagnóstico, o que pode causar esta condição, opções de tratamento e demais fatores. Leia mais!

Quais os tipos de escoliose?
Existem diferentes tipos de escoliose, dependendo de sua causa e do momento em que ela se desenvolve:
- Escoliose idiopática: É o tipo mais comum, afetando principalmente crianças e adolescentes durante a fase de crescimento. A causa exata é desconhecida, mas acredita-se que haja uma combinação de fatores genéticos.
- Escoliose congênita: Esse tipo se desenvolve ainda no útero, quando os ossos da coluna não se formam corretamente. É um tipo raro e pode exigir cirurgia logo na infância.
- Escoliose neuromuscular: Está associada a condições que afetam os músculos ou os nervos, como paralisia cerebral ou distrofia muscular. Nesses casos, a curvatura ocorre porque os músculos não conseguem suportar adequadamente a coluna.
- Escoliose degenerativa: Acontece em adultos, normalmente como resultado do desgaste natural da coluna com o envelhecimento. Pode ser agravada por artrite, osteoporose ou cirurgias anteriores.

Quais os sintomas da escoliose?
Os sintomas da escoliose variam de acordo com a gravidade da curva. Os principais sinais a serem observados incluem:
- Ombros ou quadris assimétricos;
- Costas visivelmente curvadas;
- Um lado da cintura parece mais alto do que o outro;
- Dor nas costas ou nas pernas (em casos mais avançados);
- Fadiga muscular após longos períodos em pé ou sentado.
O que deve ser feito para obter um diagnóstico preciso?
O diagnóstico de escoliose começa com uma avaliação detalhada do histórico médico do paciente. O médico investiga fatores como histórico familiar de escoliose e a presença de sintomas, como dores nas costas, desalinhamento dos ombros ou quadris desnivelados.
Em seguida, é realizado um exame físico, que inclui o Teste de Adams, no qual o paciente se inclina para frente enquanto o médico observa possíveis assimetrias na coluna, como uma elevação de um dos lados, sinal típico de escoliose. Além disso, a postura geral do paciente é analisada em busca de desníveis ou deformidades.
Para confirmar o diagnóstico e avaliar a gravidade da curvatura, o médico solicita exames de imagem, sendo o raio-X o mais utilizado. Esse exame permite medir o ângulo de Cobb, que classifica a escoliose em leve, moderada ou grave, de acordo com o grau de curvatura da coluna.
Em alguns casos, podem ser necessários exames complementares, como ressonância magnética ou tomografia computadorizada, especialmente para investigar possíveis causas subjacentes, como problemas neuromusculares ou alterações estruturais.
Quais os tratamentos conservadores para escoliose?
O tratamento depende da gravidade da curvatura, da idade do paciente e do tipo de escoliose. As principais opções incluem:
- Acompanhamento médico
Para curvas leves (menores de 20 graus), o médico pode optar por apenas acompanhar o paciente com consultas regulares, já que muitas vezes a curvatura não progride significativamente.
- Uso de colete ortopédico
Indicado para crianças e adolescentes com curvas moderadas, o colete ajuda a impedir que a curvatura progrida durante o crescimento. Ele não corrige a curvatura, mas evita que ela piore.
- Fisioterapia
Exercícios e técnicas de fortalecimento podem ser recomendados para aliviar a dor e melhorar a postura. Terapias como o Método Schroth têm mostrado resultados promissores em melhorar o alinhamento da coluna e a função muscular.

- Tratamentos complementares
Muitos pacientes optam por terapias complementares, como quiropraxia, massagens ou acupuntura, com o objetivo de aliviar dores e melhorar o bem-estar geral. Embora essas abordagens possam oferecer benefícios no controle dos sintomas, é importante ressaltar que elas não corrigem a curvatura da coluna.
Por isso, devem ser vistas como complementos ao tratamento médico tradicional, e não como substitutos. O tratamento da escoliose exige uma abordagem multidisciplinar, e qualquer terapia alternativa deve ser discutida previamente com o médico responsável.
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O momento da intervenção cirúrgica
A cirurgia costuma ser indicada quando a curvatura da coluna atinge 40 a 50 graus ou mais, especialmente em crianças e adolescentes que ainda estão em fase de crescimento. Nesses casos, a tendência é que a curvatura continue a aumentar, mesmo após o final do crescimento. A intervenção cirúrgica visa prevenir a progressão da deformidade e evitar problemas no futuro.
O que acontece na cirurgia?
Os principais procedimentos cirúrgicos para correção da escoliose incluem:
- Fusão vertebral: Este é o procedimento mais comum para escoliose. Ele consiste na fusão de duas ou mais vértebras, com o objetivo de estabilizar a coluna e impedir a progressão da curvatura. Durante a cirurgia, são utilizados barras, parafusos e enxertos ósseos para manter a coluna na posição correta, permitindo que as vértebras cresçam juntas e formem uma estrutura sólida e reta.
- Artrodese: A artrodese espinhal é uma das principais opções cirúrgicas em casos de escoliose moderada a grave. Assim como na fusão vertebral, o procedimento envolve a união permanente de duas ou mais vértebras para estabilizar a coluna e prevenir o avanço da deformidade. O objetivo é corrigir a curvatura, promovendo uma melhor qualidade de vida e evitando complicações futuras.
- Técnicas minimamente invasivas: Essas abordagens cirúrgicas envolvem a inserção de parafusos e hastes através de pequenos cortes, o que resulta em menor dor pós-operatória e uma recuperação mais rápida. Embora a técnica minimamente invasiva possa ser adequada para determinados pacientes, sua indicação depende do tipo e da gravidade da escoliose.
Cada técnica é selecionada com base em fatores como a gravidade da curvatura, idade do paciente e suas condições clínicas específicas. O objetivo comum de qualquer procedimento é corrigir a deformidade, melhorar a qualidade de vida e, quando possível, preservar a função da coluna.
Principais cuidados no pós-operatório
A recuperação após a cirurgia de escoliose é um processo gradual, que pode levar de 6 meses a 1 ano para ser concluído. Nos primeiros dias, o paciente permanece internado sob cuidados médicos, e a mobilização começa de forma assistida, com ajuda para caminhar. Após a alta, é fundamental evitar atividades físicas intensas e seguir rigorosamente as orientações médicas para o cuidado da ferida cirúrgica.
Além disso, a fisioterapia geralmente é iniciada após o primeiro mês, focando no fortalecimento muscular e na melhoria da mobilidade. Atividades leves, como caminhadas, podem ser retomadas entre 2 e 3 meses, conforme a evolução do paciente. A fusão completa das vértebras, que é o objetivo principal da cirurgia, costuma ocorrer entre 6 e 12 meses.
Durante todo o processo, o acompanhamento médico regular é essencial para garantir a correta recuperação e evitar complicações.
Escoliose e qualidade de vida?
Muitas pessoas com escoliose levam uma vida normal, sem limitações significativas. No entanto, é essencial o acompanhamento médico regular, especialmente em crianças, para garantir que a condição não piore com o tempo. Para adultos, cuidar da postura e fortalecer os músculos das costas pode ajudar a minimizar desconfortos.
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A Clínica Colunar é especialista em doenças que afetam a coluna vertebral, atuando desde a prevenção até procedimentos cirúrgicos. A Clínica tem uma equipe focada em tratamentos científicos, buscando o que há de mais avançados para auxiliar seus pacientes.


